sexta-feira, março 14, 2014

hino ao buraco negro




ó, deusdéti, musa bela
ó, deusdéti, musa adorada
porque me descartastes
qual teu cu bem faz na privada?

tens sido má comigo
desde que sou vovô
vá, dê logo a descarga!
diz adeus a este cocô

eu sonhei mil maravilhas
como dona formosa te vi
separa de mim, ó malvada
como a bosta separa de ti

e assim, à distância do cosmos
cada qual tocar sua vida
reunindo no além pra jantar
um prato de merda fedida
.

quarta-feira, janeiro 15, 2014

timia



teimarmos
e
mítico nada platônico amor de pele
mística luz derrama o calor no palco
metade és tu, temática
metade eu me, mascaro
e
mostro me te inteiro, inteira tomas
mostras te me inteira, inteiro meto
mistos ritmicamente
miadoças lá tido de timbres tombarmo-nos
e
trás metricamente estarmos
te me vejo trêmula beijos nos termos
tão belos
e
rente em mutante mato em teu meu timão tr-amarmos
.

sexta-feira, dezembro 27, 2013

fumaço




passo, passo, passo...

o silêncio é estranho
o silêncio é estrondo
e não passa nunca
unca, unca, unca...

o silêncio é lento
esse lenço eu trago
e fumaço o tempo
empo, empo, empo...

cai pela garganta
o que eu pus na fronte
desse um deus cumprido

cada coisa é um grito
cada coice é escrito
eco-se no espaço
.

terça-feira, dezembro 10, 2013

a gente nem nota o que leva bem leve no bolso de traz





A gente se enterra e erra em tampar o buraco com paz

a gente se esquece, o sol que aquece é o mesmo quemar

a gente nem nota o que leva bem leve no bolso de traz

a gente se a tira não vê que é mentira o mesmo és tu pôr

a gente é um agente de nós insujeito em jeito alfabeto

direto por pleno direito por plano de agenda secreta

direto no queixo te deixo gostada.

A gente tem gosto:

o resto é arroz.
.